Trump anuncia ‘tarifaço’ e impõe taxa de 10% sobre produtos do Brasil; veja detalhes

Nesta quarta-feira (2/4) , o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um pacote de tarifas sobre produtos importados, conhecido como “tarifaço global“. Esta medida visa incentivar a produção doméstica e corrigir práticas comerciais que o governo norte-americano considera desleais. Entre os países afetados, o Brasil enfrenta uma tarifa de 10%, a mais baixa junto com outras nações como Reino Unido e Austrália.

O anúncio de Trump incluiu uma taxação de 25% sobre automóveis de países europeus e asiáticos, a ser implementada imediatamente. Desde fevereiro, o presidente dos EUA vinha sinalizando a possibilidade de novas tarifas, mas sem especificar detalhes. A política tarifária faz parte das promessas de campanha de Trump, que a chama de “Dia da Libertação”, alegando que reduzirá a dependência de importações.

Como o Brasil está reagindo ao tarifaço de Trump?

No Brasil, o tarifaço de Trump gerou preocupações, especialmente nos setores de aço e alumínio, que já enfrentam tarifas desde março. O etanol brasileiro também foi citado como exemplo de comércio desigual, com os EUA cobrando uma taxa de 2,5% sobre o etanol importado, enquanto o Brasil aplica uma tarifa de 18% sobre o produto norte-americano.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a decisão e afirmou que o Brasil recorrerá à Organização Mundial do Comércio (OMC). Caso a contestação não tenha efeito, o governo brasileiro está considerando a imposição de tarifas sobre produtos norte-americanos. No Congresso, senadores e deputados discutem a possibilidade de endurecer a política comercial contra os Estados Unidos.

  • Aprovação de projeto de lei: O Senado aprovou um projeto de lei que autoriza o Brasil a adotar medidas de reciprocidade tarifária e ambiental contra países que imponham tarifas discriminatórias aos produtos brasileiros. A Câmara dos Deputados também votará o projeto.
  • Cautela e diplomacia: O governo brasileiro está buscando o diálogo com os Estados Unidos para tentar evitar uma escalada da disputa comercial. No entanto, também está deixando claro que não hesitará em tomar medidas para proteger seus interesses caso necessário.
  • Diversificação de mercados: O Brasil está buscando diversificar seus mercados de exportação para reduzir sua dependência dos Estados Unidos. Isso inclui fortalecer as relações comerciais com outros países da América Latina, Ásia e Europa.
  • Preocupação com o impacto econômico: O governo brasileiro está preocupado com o impacto potencial das tarifas na economia do país, especialmente nos setores de aço e alumínio. No entanto, também está confiante de que o Brasil tem uma economia forte e diversificada que pode resistir aos efeitos das tarifas.

Quais medidas o Brasil pode adotar?

O Senado brasileiro aprovou o Projeto de Lei da Reciprocidade Econômica, que permite ao Brasil retaliar barreiras comerciais impostas por outros países. A proposta, que segue para a Câmara dos Deputados, atribui à Câmara de Comércio Exterior (Camex) a responsabilidade de avaliar respostas a medidas comerciais prejudiciais ao Brasil. Entre as possíveis retaliações estão:

  • Aplicação de taxas extras sobre bens e serviços dos países que impuserem barreiras comerciais ao Brasil;
  • Suspensão de concessão de patentes ou remessa de royalties;
  • Revisão de obrigações do Brasil em acordos comerciais internacionais.

Além das medidas legislativas, uma comitiva de diplomatas brasileiros foi enviada a Washington para tentar negociar alternativas com autoridades norte-americanas e buscar isenções para determinados setores.

Como os países reagiram ao tarifaço dos EUA?

Trump anuncia 'tarifaço' e impõe taxa de 10% sobre produtos do Brasil; veja detalhes
Trump – Créditos: depositphotos.com / Ale_Mi

As novas tarifas dos Estados Unidos geraram reações de diferentes países, que estudam contramedidas para proteger suas economias. O Canadá, por exemplo, indicou que poderá responder com suas próprias tarifas, enquanto o México enfatizou a importância do diálogo para proteger empregos. A China criticou as tarifas e alertou para impactos negativos no comércio global, afirmando que “não há vencedores em guerras comerciais”.

A União Europeia classificou o tarifaço de Trump como prejudicial ao comércio global e anunciou que poderá retaliar com 26 bilhões de euros em impostos sobre produtos norte-americanos. O presidente francês, Emmanuel Macron, destacou que as tarifas podem desorganizar cadeias produtivas globais e gerar inflação e desemprego.

O anúncio das tarifas pelos Estados Unidos marca um ponto crítico nas relações comerciais globais. As medidas adotadas por Trump podem levar a uma reconfiguração das alianças comerciais e a um aumento nas tensões entre países. Enquanto o Brasil e outras nações buscam alternativas para mitigar os impactos, o comércio internacional enfrenta um período de incertezas e desafios.

Os próximos passos dependerão das negociações entre os países afetados e da capacidade de encontrar soluções que equilibrem interesses nacionais e globais. O desenrolar dessas negociações será crucial para determinar o futuro das relações comerciais e a estabilidade econômica mundial.

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