Mulher que ficou 5 anos com pano dentro da barriga por erro médico luta por indenização na justiça

Mulher vítima de erro médico luta por indenização na justiça. Foto: Arquivo pessoal.

Erros médicos são uma realidade que pode afetar profundamente a vida dos pacientes e suas famílias. A história de Tatiane Freitas dos Santos, uma cabeleireira de 42 anos, ilustra bem essa situação. Após passar por uma cesárea em 2020, Tatiane viveu anos de dor e incerteza devido a um objeto esquecido em seu abdômen durante o procedimento. Esse incidente destaca a importância de discutir a responsabilidade e as consequências dos erros médicos.

Em janeiro de 2020, Tatiane deu à luz seu filho no Hospital da Luz, em São Paulo. Logo após o parto, ela começou a sentir dores intensas na região abdominal. Inicialmente, as dores foram atribuídas ao processo normal de recuperação pós-parto. No entanto, as dores persistiram e, com o tempo, Tatiane começou a buscar respostas para seu sofrimento contínuo.

Como um erro médico pode ocorrer?

Erros médicos podem ocorrer por diversas razões, incluindo falhas de comunicação, falta de atenção aos detalhes e pressão no ambiente hospitalar. No caso de Tatiane, uma compressa cirúrgica foi deixada em seu abdômen durante a cesárea. Esse tipo de erro é conhecido como “corpo estranho retido” e pode ter consequências graves para a saúde do paciente.

Após a cirurgia, Tatiane consultou vários médicos em busca de um diagnóstico preciso. Ao longo dos anos, recebeu diagnósticos variados, desde isquemia intestinal até lipoma, mas nenhum explicava completamente suas dores. Somente em 2024, um exame de imagem revelou a presença de um corpo estranho em seu organismo, levando à descoberta da compressa cirúrgica.

Tomografia mostra objeto estranho no abdômen de Tatiane. — Foto: Arquivo pessoal
Tomografia mostra objeto estranho no abdômen de Tatiane. — Foto: Arquivo pessoal.

Implicações legais do caso

Quando um erro médico é identificado, as implicações legais podem ser complexas. De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, a responsabilidade é compartilhada entre todos os envolvidos na prestação do serviço de saúde, incluindo médicos, hospitais e planos de saúde. No caso de Tatiane, foi necessário entrar com uma ação judicial para garantir a remoção do objeto esquecido.

O processo judicial destacou a importância da responsabilidade solidária, onde todos os fornecedores de serviços de saúde são responsabilizados pelos danos causados ao paciente. A judicialização de casos de erros médicos tem aumentado nos últimos anos, refletindo a crescente conscientização dos pacientes sobre seus direitos.

Como prevenir um erro médico

A prevenção de erros médicos requer um esforço conjunto de todos os profissionais de saúde. Isso inclui a implementação de protocolos rigorosos de segurança, comunicação eficaz entre as equipes médicas e a educação contínua dos profissionais de saúde. Além disso, é essencial que os pacientes sejam informados sobre seus direitos e incentivados a questionar e compreender os procedimentos médicos aos quais são submetidos.

O caso de Tatiane Freitas dos Santos serve como um lembrete poderoso da importância de práticas médicas seguras e da necessidade de sistemas de saúde que priorizem a segurança do paciente. Ao aprender com esses incidentes, o setor de saúde pode trabalhar para reduzir a ocorrência de erros médicos e melhorar a qualidade do atendimento prestado aos pacientes.

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