Arqueóloga diz ter descoberto o exato local da crucificação de Jesus

Escavações realizadas na Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, trouxeram à tona indícios da existência de um jardim de 2 mil anos, onde foram identificadas oliveiras e videiras. A descoberta reforça relatos bíblicos sobre o local onde Jesus teria sido crucificado.

A arqueóloga italiana Francesca Romana Stasolla, responsável pela pesquisa, compartilhou os achados em entrevista ao The Israel Times. Professora da Universidade de Roma e especialista na restauração de templos católicos, ela lidera as investigações no local, embora os resultados ainda não tenham sido oficialmente publicados.

Qual a relação do local com a crucificação de Jesus?

Escavações na Igreja do Santo Sepulcro – Foto: Reprodução/francesca.r.stasolla/Instagram

De acordo com Stasolla, os vestígios vegetais encontrados sob o piso da igreja coincidem com uma passagem do Evangelho de João que menciona um jardim próximo ao local da crucificação: “Ora, no lugar onde ele foi crucificado havia um jardim, e no jardim um sepulcro novo, em que ninguém ainda havia sido posto” (João 19:41).

Análises do solo identificaram pólen e fragmentos vegetais compatíveis com espécies cultivadas no período atribuído à morte de Jesus. Historicamente, a área era uma pedreira desativada situada fora dos muros de Jerusalém no século I, conforme descrito nos textos sagrados.

Os estudos arqueológicos indicam que o espaço passou por diversas transformações ao longo do tempo: inicialmente uma pedreira, depois um cemitério e jardim, até ser reconhecido como o Calvário no século IV, por Santa Helena.

A arqueóloga também encontrou fragmentos de cerâmica e lamparinas a óleo, que ajudaram a estabelecer a cronologia das mudanças ocorridas no local. Além disso, foi descoberta uma estrutura circular de mármore sob o piso atual da igreja, que pode ter feito parte do monumento original erguido por ordem do imperador Constantino I.

Qual é a importância histórica da Igreja do Santo Sepulcro?

A Igreja do Santo Sepulcro é um dos locais mais sagrados para o cristianismo, sendo tradicionalmente reconhecida como o local da crucificação, sepultamento e ressurreição de Jesus. No século IV, Santa Helena, mãe do imperador Constantino I, identificou o local como o Calvário, o que levou à construção de um santuário. As escavações recentes revelaram fragmentos de cerâmica e lamparinas a óleo, que ajudam a traçar a linha do tempo da transformação da área de uma pedreira para um cemitério e, finalmente, para um local de culto.

  • Local da crucificação, sepultamento e ressurreição de Jesus Cristo: A tradição cristã acredita que a igreja foi construída sobre o Gólgota (ou Calvário), onde Jesus foi crucificado, e o local de seu sepultamento e ressurreição. Por isso, é um ponto central da fé cristã.
  • Peregrinação e significado espiritual: Ao longo dos séculos, a igreja tem sido um destino de peregrinação para milhões de cristãos de todo o mundo, que buscam se conectar com a história de Jesus e vivenciar um momento de profunda espiritualidade.
  • História e arquitetura: A igreja possui uma história rica e complexa, tendo sido construída no século IV pelo imperador Constantino e reconstruída diversas vezes ao longo dos séculos. Sua arquitetura reflete diferentes estilos e influências, testemunhando a passagem do tempo e as transformações da região.
  • Relevância arqueológica: O Santo Sepulcro também possui um valor arqueológico significativo, abrigando artefatos históricos e sendo um local de pesquisa e descoberta para estudiosos.
  • Ponto de encontro de diversas denominações cristãs: A igreja é compartilhada por diferentes denominações cristãs, como ortodoxos gregos, armênios, católicos romanos, entre outros, o que a torna um símbolo de diálogo inter-religioso e um local de encontro para fiéis de diferentes tradições.

Quais os próximos passos das escavações?

As escavações na Igreja do Santo Sepulcro começaram em 2022, durante as obras de restauração do piso da basílica. Devido à complexidade e à importância do local, as escavações são realizadas em seções, interrompendo os trabalhos durante períodos de peregrinação, como a Páscoa. Francesca Romana Stasolla e sua equipe continuam a explorar o terreno, buscando novas evidências que possam enriquecer a compreensão histórica e arqueológica do local.

Apesar das limitações impostas pelas escavações parciais, os achados até agora reforçam a conexão entre a arqueologia e os textos da tradição cristã. A expectativa é que futuras descobertas continuem a oferecer novas perspectivas sobre um dos locais mais venerados do mundo.

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