Mercado de apostas é nova fronteira para o Brasil

Novos mercados, sobretudo aqueles calcados na inovação, sempre geram incertezas e reações distintas na sociedade. Foi assim com a invenção da eletricidade, no século XX; com os sistemas automotivos e ferroviários, também naquele período; com as vacinas no século XVIII, o comércio digital e outros tantos bens e serviços que hoje são considerados essenciais para a sociedade. 

A resposta calorosa da sociedade nesses casos engloba desde razões psicológicas, como o medo do desconhecido, até os fatores econômicos, como o incômodo gerado por novos players competitivos no mercado. 

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No entanto, o que tantos exemplos têm em comum é a inevitabilidade do progresso e a necessidade de regulamentações eficazes para o consumidor, principalmente quando se cria um novo mercado baseado nos hábitos e comportamento humano. É este o momento do mercado das apostas. 

Já consolidado no mundo, regulamentado e gerando divisas em países como Estados Unidos, Canadá e Reino Unido, o mercado das apostas eletrônicas, as bets, avançam para fazer o mesmo no Brasil. Estamos em plena transformação, à medida que o mercado regulatório passa a ser normatizado.

A experiência internacional nos diz que, para além do imenso impacto econômico e social, a adequada regulamentação do mercado de apostas só foi possível diante da garantia de proteção aos consumidores, a segurança digital e o combate à fraude.

Além dos benefícios econômicos e sociais, sendo uma indústria que gerou receitas da ordem de R$ 1,5 bilhão à Receita em 2024, somente com a outorga de licenças, na medida em que o mercado formal começou a operar apenas em janeiro de 2025, tem-se, inegavelmente, um mercado que pode ser um catalisador para avanços tecnológicos, o empreendedorismo e a inovação, elementos estratégicos para um Brasil que busca crescer na era da inteligência artificial. 

Levando em conta a vocação natural do Brasil para os esportes, não vai demorar para que nos tornemos um mercado maduro, competitivo e comparável ao mercado internacional em tamanho e inovação. 

Para isso, contudo, é fundamental que o governo federal, os estados e as empresas continuem unidas no esforço de tornar as apostas eletrônicas um ambiente responsável, com níveis reduzidos de vícios e endividamento das famílias. É justamente essa a prioridade do Rei do Pitaco, startup brasileira que foi uma das primeiras a obter a licença definitiva para a exploração das apostas no Brasil. 

Desde a sanção da Lei 14.790 de 2023, que viabilizou as apostas esportivas e os jogos eletrônicos, o governo brasileiro avançou rapidamente para viabilizar o início do mercado regulado. Neste processo, ações de conscientização, feitas em parceria com o setor privado, têm sido fundamentais para consolidar a credibilidade deste mercado.

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É o caso, por exemplo, do projeto Parceiro de Integridade do Esporte, que equipou diversas federações estaduais de futebol com ferramentas avançadas de monitoramento de partidas para prevenir e combater a manipulação de resultados de jogos.

No eixo comportamental, o Rei do Pitaco realizou parceria com a Zenklub, startup que conecta psicólogos e pacientes, garantindo tratamento adequados aos usuários que buscam prevenir problemas de saúde mental ou apresentarem desvios comportamentais.

É natural que os novos mercados causem dúvidas. Mas, com a parceria entre setores público e privado, uma regulamentação apropriada, com enfoque em medidas efetivas de auxílio ao consumidor, o Brasil tem o potencial de figurar entre os mercados mais modernos e responsáveis das apostas esportivas.

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