Moraes decreta prisão preventiva de Léo Índio após ele viajar para Argentina

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (2/4) a prisão de Leonardo Rodrigues de Jesus, conhecido como Léo Índio – ele é réu em ação penal no Supremo por envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Léo Índio é primo dos filhos mais velhos do ex-presidente, Jair Bolsonaro. A Polícia Federal foi comunicada da decisão.

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Na última semana, Léo Índio enviou um vídeo a uma rádio do Paraná e disse que estava na Argentina há quase um mês e que precisava renovar a licença a cada três meses para continuar no país. No entanto, Índio está com o passaporte cancelado desde janeiro de 2023 por uma decisão do STF. Na terça-feira (1/4), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou pela “decretação da prisão preventiva de Leonardo Rodrigues de Jesus para assegurar a aplicação da lei penal”.

Na avaliação de Moraes, a prisão é necessária porque Léo Índio fugiu do país para a Argentina. “Verifica-se que o réu demonstrou ampla intenção de sair do território nacional com a finalidade de se evadir do distrito de culpa, uma vez que o acusado tendo plena ciência do cancelamento de seu passaporte, deliberadamente fugiu do Brasil, tendo ingressado na Argentina com o documento de identidade, em razão da desnecessidade de apresentação obrigatória de passaporte em países do Mercosul”, escreveu na PET 10850. Leia a íntegra.

O ministro afirma também que a fuga fica evidenciada a partir do documento de permanência provisória juntado pela defesa do acusado, no qual demonstra a obtenção de autorização para permanecer na Argentina até junho de 2025.

Moraes determinou também a inclusão do mandado de prisão no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP).

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