IAs ditando moda? Como a Inteligência Artificial afeta o mundo da moda!

A Inteligência Artificial (IA) está transformando a indústria da moda de maneiras inovadoras e, por vezes, controversas. Modelos como Alexsandrah Gondora estão aproveitando a tecnologia para expandir suas carreiras, permitindo que suas réplicas digitais participem de sessões de fotos remotamente. Essa abordagem não só economiza tempo, mas também reduz custos para as marcas de moda, que podem realizar campanhas publicitárias sem a necessidade de deslocamento físico dos modelos.

Apesar das vantagens, a introdução da IA na moda levanta preocupações sobre o futuro dos profissionais do setor. Críticos temem que a tecnologia possa substituir modelos, maquiadores e fotógrafos, promovendo uma estética artificial e padronizada. Essa dualidade entre inovação e preservação de empregos tradicionais está no centro do debate sobre o uso ético da IA na moda.

Como a IA está revolucionando as campanhas publicitárias?

A IA oferece uma “espiral infinita de opções” para a criação de campanhas publicitárias, segundo Christian Larson, cofundador da marca sueca CDLP. Com a tecnologia, é possível gerar imagens de alta qualidade sem as limitações físicas e financeiras das sessões de fotos tradicionais. Por exemplo, uma campanha que poderia custar dezenas de milhares de euros e levar meses para ser produzida pode ser realizada virtualmente em poucos dias por uma fração do custo.

Empresas como a Genera, com sede em Londres e Lisboa, estão na vanguarda dessa transformação, oferecendo um catálogo de modelos gerados por IA que podem ser personalizados para atender às necessidades específicas dos clientes. Essa flexibilidade permite que as marcas criem campanhas diversificadas e inclusivas, adaptando os avatares digitais a diferentes formatos de corpo, gêneros e etnias.

IAs ditando moda? Como a Inteligência Artificial afeta o mundo da moda!
Foto da marca sueca CDLP – Créditos: CDLP

Quais são os desafios éticos do uso de IA na moda?

O uso de IA na moda não está isento de desafios éticos. Alexsandrah Gondora expressa preocupação com o uso de imagens geradas a partir de bancos de dados online, que podem ser usadas sem o consentimento dos modelos. A Fashion Workers Act, uma legislação que entrará em vigor em breve, busca regulamentar o uso de IA na reprodução de imagens de modelos, garantindo que eles tenham controle sobre suas representações digitais.

Além disso, a criação de avatares digitais levanta questões sobre a representação e diversidade na moda. A tendência de gerar modelos com características estéticas padronizadas, muitas vezes refletindo uma estética “branca e ocidental”, pode limitar a diversidade visual nas campanhas publicitárias. Para contornar esse problema, criadores como Carl-Axel Wahlstrom refinam as descrições fornecidas aos mecanismos de IA para obter resultados mais autênticos e menos genéricos.

O futuro da moda com inteligência artificial

Embora a IA traga desafios, ela também oferece oportunidades únicas para a indústria da moda. Modelos como Shudu Gram, a primeira supermodelo digital do mundo, mostram como a tecnologia pode abrir novas portas para profissionais do setor. Usada de forma ética, a IA pode complementar o trabalho dos modelos, permitindo que eles alcancem um público mais amplo e diversificado.

O futuro da moda com IA dependerá de um equilíbrio cuidadoso entre inovação tecnológica e práticas éticas. À medida que a tecnologia avança, será crucial garantir que todos os envolvidos na indústria tenham voz e controle sobre suas representações digitais, promovendo uma moda mais inclusiva e sustentável.

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